É até engraçado falar
"Mãozinha" que de boba não tem nada! É uma
"pegação", "apertação"... Primeira coisa
a entender: CARINHO É DIFERENTE DE CARÍCIAS.
Tire a idéia de achar que mulher é corrimão de escada! Ela é
Templo de Deus.
Para melhor compreensão
vamos entender o seguinte: para que se tenha carinho e carícias,
a princípio precisa existir intimidade, que não pode ser
entendida por genitalidade.
Intimidade é expressar afeto
por uma pessoa, partilhar os sentimentos numa verdadeira
comunhão; é uma unidade interior que aproxima sem reservas,
máscaras, interesses; a intimidade brota da amizade sincera
entre duas pessoas, por isso não deve ser confundida com
genitalidade. Posso ser íntimo de uma pessoa e não envolver-me
sexualmente com ela. Exemplo: amigos.
Os carinhos são
manifestações de afeto, expressos não numa forma sensual e
erótica, mas de sentimentos vindos do coração de quem ama;
são sinais nítidos de quem está enamorado. O jeito como se
olha, o pegar nas mãos, o abraçar no sentido de proteger, o
beijar demonstrando o gostar, o fazer "cafuné", o
beijo no rosto, na boca e todos os carinhos que não tenham apelo
pelo sexo/genital. Fazer carinho não para provocar, estimular
sexualmente o outro. O carinho é de extrema importância: é por
ele que vamos aprendendo e exercitando o amor-doação, o querer
bem, o sair de mim indo de encontro ao outro. Carinho é ótimo,
quem não gosta?
Carícias são bem
diferentes: a "Mãozinha boba" conhece bem. Ela tem
apelo sexo/genital a fim de causar prazer, estimulando à
sensualidade e a erotização. A mãozinha nesta história
percorre todo o corpo, principalmente nas "zonas
erógenas". As carícias são bem diretas: é uma mordidinha
na orelha ou uma passada de língua causando arrepios, uma fungada
mais provocante na nuca, uma apertadinha "básica" nos
seio, no bumbum, ou até mesmo pegando e apalpando os órgãos
genitais, trocando assim as carícias e levando à masturbação
a dois.
No Namoro Cristão é
preciso estar atento para que do carinho não se passe para as
carícias, ultrapassando o "sinal vermelho". O
limite ente um e outro é muito sutil e, às vezes,
imperceptível; quando percebe já estão se acariciando. Os
hormônios entram em ebulição e nesta hora é preciso ter
controle, mandar parar mesmo! Vai tomar um copo d'água!
Os garotos, principalmente,
devem estar em vigilância. Mas como demonstram incompetência,
não exercitam o autocontrole, precisam ser ajudados pelas
meninas no que se refere a limites, mas têm a mesma
responsabilidade de pôr limites. É preciso saber que os rapazes
são diferentes das moças na questão psicossexual, mas o
autodomínio é o mesmo.
No namoro do mundão, a
"mãozinha" tem livre acesso. O espaço geográfico
mais conhecido é do umbigo para baixo e, do umbigo para cima, as
relações nestes namoros limitam-se apenas na superficialidade:
não se conhece o coração, sentimentos, problemas, nada que se
passa no interior de quem namora. Muito menos se conhece a
pessoa. Aí se casa e só depois vai conhecer com quem se casou.
Por isso há tantos casamentos que não dão certos: porque o
namoro começou errado. Têm-se primeiro intimidades físicas
para só depois conhecer o coração e saber quem é realmente a
pessoa.