"A Paixão de Cristo" - o filme
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| A Paixão de Cristo (The Passion of Crist) |
| Elenco: Jim Caviezel (Jesus); Maia Morgenstern (Maria); Monica Bellucci (Madalena); Mattia Sbragia (Caifás); Luca Lionello (Judas); Hristo Naumov Shopov (Pôncio Pilatos); Claudia Gerini (Claudia Procles) |
| Direção: Mel Gibson |
| Gênero: Drama |
| Estúdio: Fox Films |
| Estréia: 19 de Março de 2004 |
Textos
Bispos assistem, se emocionam e aprovam a produção de Mel Gibson
A Paixão de Cristo ainda incomoda
Mais sobre o filme - Respostas às perguntas: O filme é anti-semita? Afinal, quem matou Jesus? O filme é violento? Como era a flagelação?
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Página oficial do filme - em inglês
Página oficial do filme - em português
O filme mostra
as últimas 12 horas da vida de Jesus, do momento em que ele vai
rezar no Jardim das Oliveiras até a morte na cruz, passando pela
traição de Judas, a negação de Pedro, o julgamento, a
flagelação e o caminho até o Gólgota.
O roteiro do
filme foi adaptado pelo diretor e produtor Mel Gibson em
colaboração com Benedict Fitzgerald, a partir de relatos da
Paixão contidos nos evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João.
Todos os personagens falam as línguas faladas na época; ou
seja, o aramaico é usado pelos persosagens judaicos, incluindo
Cristo e seus discípulos, e o "latim vulgar", pelos
romanos.
Jim Caviezel
interpreta o Cristo, e fica irreconhecível ainda no meio dos
suplícios aos quais é submetido. A violência é brutal e
chocante, mas não gratuita: na visão de Gibson, influenciado
pela doutrina católica, cada pecado, por menor que seja, é como
uma chicotada, uma cusparada, um espinho da coroa ou uma
martelada nos cravos que uniram o corpo de Cristo à cruz.
No entanto, a
mensagem do filme não é de ódio: prestes a morrer, Jesus pede
ao Pai que perdoe os seus algozes; intercaladas às cenas da
paixão vemos partes da Última Ceia, e do Sermão da Montanha
(onde Jesus diz "amai vossos inimigos"), além do
episódio em que Maria Madalena (Monica Bellucci) quase é
apedrejada. A relação entre Jesus e sua mãe também é muito
explorada, de modo comovente.
A fotografia de
Caleb Deschanel se inspirou nos quadros do renascentista
Caravaggio, e nas cenas em local fechado percebe-se a influência
do pintor italiano, que joga com a luz penetrando na escuridão.
A iconografia cristã também influenciou na própria
representação da crucifixão: embora na realidade os condenados
carregassem apenas a trave horizontal da cruz, amarrada nos
braços (como os dois ladrões no filme), e os pregos
atravessassem os pulsos, e não a palma das mãos, Gibson
preferiu uma abordagem clássica, com Cristo pregado pelas mãos
e levando a cruz inteira às costas.
Católico, Mel
Gibson iniciou o trabalho de pesquisas, nas Sagradas Escrituras e
fatos associados à Paixão, há mais de 12 anos. "Minha
grande esperança é que a mensagem de tremenda coragem e
sacrifício dessa história possa inspirar tolerância, amor e
perdão. Nós estamos precisando mesmo dessas coisas no mundo de
hoje", disse Mel Gibson.
Depoimentos de
conversões, testemunhos, milagres rondam os sets de filmagem. O
ator Jim Caviezel declarou que foi atingido por um raio durante
uma das cenas e, para espanto de todos, nada sofreu. A imprensa
no mundo todo tem noticiado as mais diversas reações do
público, inclusive mudanças radicais de vida, como radical é o
filme e como mais radical ainda é a Paixão.
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